A fúria natural junto a fúria mundial em uma noite aparentemente calma.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

O brilho das estrelas foi ficando cada vez mais longe, ao mesmo tempo que um show de raios sincronizados que caíam em algum lugar do mundo se apresentavam atrás de um céu com nuvens pesadas e escuras que pareciam denotar a fúria da natureza e a longa chuva que vem pela frente.A leve brisa passa por uma metamorfose e se transforma agora em uma ventania que enche meus pulmões.Pego-me pensando em você. Lembro-me do jeito angelical que só você tem, enquanto o silêncio que dominava a noite vai sendo interrompido pela suave sinfonia de bombas nucleares que explodem do outro lado do mundo e que vai fazendo um harmonioso fundo musical a um coro lírico que canta um sonho e que encanta aqueles que não sabem que esse coro implora por uma vida "melhor".Concentro-me de novo em um silêncio profundo. O céu que há pouco estava nublado, agora revela um azul claro e nuvens alvejantes que se junta para formar o desenho do seu lindo rosto. E o sol que agora nasce dá um brilho ao desenho. Mas nada comparável ao brilho que me cega quando você aparece `a minha frente.Ao chegar bem perto, você me revelou que aquela sinfonia nunca pára de tocar. Me disse que passou a noite ao meu lado. E você controlava o que eu escutava. A hora em que o silêncio predominava era exatamente a hora que você estava ali. E também estava preocupada com a sinfonia, pois o som era magnífico. Era apenas uma máscara que fascinava os ouvidos das pessoas despreocupadas e depois extinguia com seu imenso poder de destruição cada vez que ficava mais alta. Queria que eu percebesse que cada pessoa do coro, que era ajudada, parava de cantar e que quando todos perceberem isso, esse imenso "coro" de inocentes será um problema a menos.Lembrou-me também que a gente vê o que quer. E na hora em que eu via as nuvens desenhando seu rosto, via também o meu ao seu lado, pois você prometeu estar comigo em tudo.
Texto escrito por: Pedro Henryque

Ciclo Vital.

domingo, 8 de junho de 2008

Se um dia você morrer,
os poemas serão apenas breves frases combinadas,
nas entrelinhas de uma galáxia que jamais viverá sem sua presença,
pois o brilho de suas estrelas se apagará como se a sua temperatura lúcida se extinguisse, por causa do combustível tão importante que acabou,
pois você era a razão dele está viajando por essa galáxia dependente.
Texto escrito por : Pedro Henryque